DIREITO DE SEGUROS

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Desastre no Japão não gera impacto imediato nos preços, diz Susep

Para a Susep, o desastre que aconteceu no Japão não afetará de imediato os preços aplicados no mercado de seguros brasileiro. O diretor técnico da Susep, Alexandre Penner, disse nesta quarta-feira (16), em entrevista à Agência Brasil, que não vislumbra no curto prazo um movimento de recálculo dos riscos pelas seguradoras em todo o mundo. "Eles vão avaliar o risco e ver se o prêmio que se cobra hoje é suficiente para fazer frente, por exemplo, a um risco nuclear". Ele explicou que após sinistros de grandes proporções, como o que aconteceu no país asiático, as seguradoras e resseguradoras verificam quais são os efeitos do evento e se existe alguma consequência que não tenha sido levada em conta anteriormente. Com isso, poderá ter mudanças no cálculo ou na precificação do produto, mas ainda é muito cedo para ter certeza. Penner recordou que o terremoto registrado na última sexta-feira (11), não foi um evento exclusivo, já que é comum acontecer tremores no Japão. Por isso não há a necessidade de revisar os contratos urgente, pois estes casos já são previstos. Outro ponto que deve se levar em conta é que há uma demanda de seguros que inclua eventos catastróficos nas coberturas. De forma geral, a maioria dos contratos de seguros exclui eventos catastróficos ou desastres naturais. Penner informou que atualmente, existe uma demanda dos segurados, em termos mundiais, para que se inclua esse tipo de cobertura. Nesse caso, teria que se fazer um recálculo dos valores. O economista Keyton Pedreira discorda. Os eventos provocarão aumento nos preços dos seguros no mundo todo - em média, entre 8% e 10%, disse Pedreira em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, o objetivo será recompor as perdas que as grandes seguradoras e resseguradoras terão no Japão, além de precificar eventos semelhantes no futuro. "Mesmo as regiões que, em princípio, estariam imunes a essas ocorrências, a exemplo do Brasil, sofrerão algum impacto. Porque as seguradoras pesarão de alguma maneira essa possibilidade pequena nos riscos. E o que hoje é marginal, terá um peso mais significativo nos países onde essas ocorrências são raras ou têm menor probabilidade de ocorrência", observou. www.cqcs.com.br